Onde está a fragilidade real do negócio
A maior fragilidade não é a IA falhar, é a empresa não saber onde está seu elo mais fraco nem como medir o que a IA entrega.
70 executivos responderam a seguinte questão: “onde está a fragilidade do negócio?” e desmontou rapidamente a resposta óbvia. A fragilidade real apareceu em três camadas: as pessoas (e o medo de serem substituídas), a incapacidade de mensurar ROI, e o hábito de usar IA para resolver problemas do mesmo jeito que se resolvia sem ela.
Pesquisa do MIT (The GenAI Divide, 2025) aponta que 95% das implementações de GenAI não geram retorno mensurável.
Fragilidades mapeadas:
- A fragilidade está nas pessoas e nas novas habilidades exigidas
- Usar IA para resolver problemas do jeito antigo (automatizar o relatório de sempre, em vez de repensar se o relatório ainda precisa existir)
- Falta de guardrails e governança — “até onde eu posso ir?”
- O CEO ausente da transformação
A pergunta certa não é “como adotar IA?” mas “qual o nosso elo mais fraco e se estamos medindo o lugar certo?”
A maior fragilidade da IA
A maior fragilidade da IA hoje não é técnica, é a incapacidade de mensurar resultado. Todo mundo quer IA; quase ninguém sabe medir o impacto.
O problema não é a IA não dar resultado, é não saber medir o ROI. Na pesquisa da Wharton (2025) indicou que 70% das iniciativas dão resultado, mas as empresas não conseguem mensurá-lo, porque tratam IA como um produto qualquer.
Na salada de percentuais: 90% (WEF), 95% (MIT), 88% (cio.com), 50% (Gartner), 70% (Wharton), o número que de fato separa quem ganha de quem perde não é o de fracasso. É o de quem tem régua para medir.
Antes de perguntar se a IA funciona, pergunte se você sabe medir. Sem régua definida na largada, todo projeto de IA é um “fracasso” esperando estatística.
Letramento antes de implementação
Investir em IA sem investir em letramento é jogar dinheiro fora. A ordem certa inverteu: primeiro letrar, depois contratar.
A fase 1 foi “vamos implementar IA”. Agora, a minoria mais madura faz o contrário: letra e capacita primeiro, para então entrar em quick wins.
“Antigamente, a gente contratava tecnologia, depois dava o treinamento. Hoje, o potencial está no contrário.”
A McKinsey (State of AI) trata o upskilling como imperativo de mudança, captura de valor concentra-se em quem investe em capacitação antes da escala.
A curva de entrada recomendada:
- Letramento e repertório → engenharia de prompt
- Ferramentas guiadas por departamento
- Chatbots, agentes e automações
- LLMs próprios e sistemas cognitivos
Letramento não é o que vem depois da IA. É o que torna a IA viável. Inverter essa ordem é o que separa o quick win do dinheiro jogado fora.
Fonte: https://executive.lab.jun.edition.7the.com.br
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